GNR Fortaleza deve começar a produzir biometano em agosto
26.04.2017

Diariamente, a Ecofor Ambiental recolhe cerca de 5.500 toneladas de resíduos, que têm como destino final o Aterro Sanitário Municipal Oeste de Caucaia (ASMOC). A partir de agosto, o gás produzido a partir desses materiais será captado e tratado pela Gás Natural Renovável (GNR Fortaleza)  Fortaleza, fruto de sociedade entre a Ecometano e o GrupoMarquise, através da Ecofor. A expectativa é de que sejam produzidas até 150 mil metros cúbicos (m³) de biometano por dia. A usina será a segunda maior do País, adequando-se à Política Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada e sancionada em 2010.

A Companhia de Gás do Ceará (Cegás) é responsável pela construção do gasoduto de 24 quilômetros de extensão, que deve ser concluído entre setembro e outubro de 2017, e pela posterior distribuição do biogás, que já tem como primeiro cliente a empresa Cerbras.

Além da geração de energia, com a Gás Natural Renovável Fortaleza também será possível evitar que mais de 610 toneladas de CO² sejam lançadas na atmosfera anualmente, equivalentes à retirada diária de mais de 150 mil litros de diesel do setor de transportes.

O gerente de implantação de projetos da Ecometano, Thales Motta, apresentou o projeto na última semana, durante reunião do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema).

Thales lembrou que a iniciativa está em consonância com a proposta  apresentada pelo Brasil durante a 21ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP21), em 2015, de se comprometer com a redução de emissões de gases de efeito estufa para conter o aquecimento global.

O gestor apresentou um estudo recente, elaborado pela Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) entre 2015 e 2016, que comprova que o biometano é seguro para os consumidores. A pesquisa demonstrou também que a mistura de gás natural e biometano minimizaria a concentração de compostos perigosos presentes.

Segundo dados da RNG Coalition, associação que atua no mercado dos Estados Unidos e Canadá, mais de 30 projetos oriundos de aterros sanitários já injetam biometano em redes comuns de distribuição de gás natural há mais de uma década, sem impactos negativos à saúde humana.